Press-Releases
  • 23-Mar
  • 2017

São Paulo, 23 de março de 2017 – O Grupo de Trabalho de Agricultura de Baixo Carbono (GT ABC) da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura elaborou o posicionamento a seguir, que ressalta a importância da assistência técnica e da difusão de tecnologia para o alcance do compromisso climático firmado pelo Brasil no Acordo de Paris, conhecido como NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, sigla em inglês).
Entre os principais desafios da agricultura de baixo carbono no país estão questões como as especificidades de diferentes tipos de produtores, a caracterização regional das propriedades rurais, a baixa capacitação de todos os atores da cadeia – de produtores a agentes bancários – e a falta de um olhar de longo prazo, já que alguns resultados podem não ser percebidos imediatamente.
A partir deste diagnóstico, o GT ABC elencou medidas para aprimorar a assistência técnica e a difusão de tecnologia, elementos centrais para superar os desafios e permitir que a agricultura de baixo carbono possa realmente contribuir para o alcance da NDC brasileira. Tais medidas incluem a participação do produtor rural na geração e difusão de tecnologia, o planejamento da assistência técnica em pequena escala voltado às especificidades locais, parcerias entre os diversos atores das cadeias produtivas e a formação de técnicos que conheçam práticas produtivas de baixo carbono e estejam preparados para auxiliar o produtor.
Confira aqui o posicionamento na íntegra.

Sobre a Coalizão Brasil
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas, as quais levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br. 

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  • 08-Fev
  • 2017

Em meio a uma série de visitas aos estados da região amazônica, o ministro do Meio Ambiente reuniu-se com representantes do setor privado e da sociedade civil para abordar o fomento ao manejo florestal e formas de coibir a ilegalidade no setor de madeira tropical nativa.


São Paulo, 8 de fevereiro de 2017 – O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, visitou, na manhã de hoje, uma área de manejo florestal certificada localizada no município de Itacoatiara (AM), onde se reuniu com representantes de empresas e de organizações da sociedade civil. O objetivo era abordar a importância dessa atividade econômica para o desenvolvimento sustentável da região, bem como a legalidade no mercado de madeira tropical nativa no país, dominado por irregularidades e falta de certificação.
“Embora rápida, minha visita significa que prestigiamos esse setor, e que pretendemos fazer dele uma política de governo”, afirmou o ministro. Ele ressaltou que sua pasta está empenhada em promover a transparência na cadeia de produtos madeireiros oriundos da floresta e revelou que a transparência no DOF (Documento de Origem Florestal) se encontra no “penúltimo movimento”, ou seja, depende de parecer jurídico do ministério para que se concretize. “A ideia é dar transparência absoluta à movimentação de madeiras, incorporando também os produtos de origem florestal. Tenho certeza de que, em breve, teremos um sistema que vai dar conforto àqueles que atuam dentro da legalidade”, garantiu. “O ministério está elaborando uma nova modelagem, integrada ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), que dará transparência. Vai ser revolucionário.”
O ministro ressaltou que o combate à ilegalidade na extração de madeira precisa acontecer em várias frentes. “Ações de comando e controle têm sua importância e serão mantidas, mas isso não é o suficiente. O ideal é ter alternativas econômicas. Não tenho dúvidas de que o manejo é um dos caminhos que temos de percorrer para dar tranquilidade e segurança para que a região possa se desenvolver, ao mesmo tempo em que melhora a condição de vida das pessoas que aqui vivem.” Lembrou, também, que elaborou dois projetos de lei que demandavam que, em compras públicas federais, a madeira fosse de origem legal e certificada.
A área visitada, de 500 mil hectares, pertence à Precious Woods, empresa de capital aberto e de origem suíça que tem toda a sua produção madeireira certificada desde 1997. O ministro esteve nas instalações acompanhado de outros membros do governo, como Raimundo Deusdará, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, e por representantes da Amata S.A., FSC Brasil, Imaflora, Instituto Arapyaú, Instituto BVRio, Precious Woods e WWF, que integram a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
A Coalizão é um movimento multissetorial, que visa promover a economia de baixo carbono, com foco na área de florestas e agropecuária. Uma de suas propostas é aumentar a área de manejo florestal sustentável e rastreada no país em dez vezes, chegando a 25 milhões de hectares, até 2030. “Hoje demonstramos que, com a aplicação de políticas adequadas, essa atividade econômica lucrativa pode ser replicada em grande escala, beneficiando comunidades em diferentes localidades e o planeta como um todo”, afirmou Dario Guarita Neto, CEO da Amata. “Além de manter a floresta e a biodiversidade, o manejo sustentável promove um relacionamento sólido com colaboradores, funcionários e moradores do entorno, por meio da geração de renda e empregos de qualidade. Ou seja, traz benefícios sociais, econômicos e ambientais”, completou Jeanicolau de Lacerda, assessor da Precious Woods Holding.
Durante o encontro com Sarney Filho, membros da Coalizão abordaram a abertura de dados relacionados ao DOF (Documento de Origem Florestal), bem como de outros documentos relativos à extração, transporte e processamento da madeira. Para a Coalizão, promover a transparência no setor é caminho essencial para fomentar o mercado legal de madeira tropical nativa. “O acesso a esses dados numa plataforma única e pública permite identificar onde e em que momento do processo podem ocorrer irregularidades”, afirmou Marco Lentini, líder de Florestas do WWF Brasil. “A transparência é uma forma de monitorar o setor e de trazê-lo para a completa legalidade.”
O movimento entregou ao ministro um posicionamento que ressalta outras ações essenciais para a atividade (veja o texto aqui). Um bom exemplo são as compras públicas de madeira, que deveriam passar a exigir comprovação de origem do produto, por meio de certificação. “É fundamental comprovar a rastreabilidade da madeira e que sua produção seguiu critérios trabalhistas, sociais e ambientais, até chegar ao consumidor final”, afirma Mauricio de Moura Costa, diretor do BVRio. O documento propõe a criação de um grupo de trabalho intersetorial a fim de coordenar políticas públicas e ações que fomentem o manejo florestal sustentável.
“A disponibilidade de madeira certificada ainda é muito pequena. Estamos procurando mecanismos indutores desse mercado. Esse setor tem tudo a ver com o desenvolvimento sustentável, inclusivo, competitivo e com baixa emissão de carbono, e uma política de estado que tenha as florestas como um de seus pilares certamente apontará nessa direção”, salienta Marcelo Furtado, facilitador da Coalizão. “A visita do ministro Sarney indica que estamos caminhando para isso, e a Coalizão, com sua capacidade de mobilizar diferentes setores, está pronta e ávida a contribuir."
O mercado da madeira tropical é responsável por mais de 200 mil empregos diretos e produz 13 milhões de m3 de tora/ano, gerando uma renda bruta anual de R$ 4,3 bilhões. Porém, segundo dados do BVRio, cerca de 80% da madeira comercializada no país tem indícios de ilegalidade e não tem certificação.


Sobre a Coalizão Brasil
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas, as quais levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br. 

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  • 06-Fev
  • 2017

São Paulo, 6 de fevereiro de 2017 – O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, a presidente do Ibama, Suely Araújo, e o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará, estarão no município de Itacoatiara (AM), na próxima quarta-feira, 8 de fevereiro, para conhecer uma área de manejo florestal certificada. O convite, feito pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, tem o propósito de mostrar aos representantes do governo que o manejo sustentável de uma floresta é uma atividade econômica viável e lucrativa, que gera emprego e renda, além de promover a conservação da biodiversidade. Na pauta, também estará a transparência do DOF (Documento de Origem Florestal).

A área a ser visitada, de 500 mil hectares, pertence à Precious Woods, empresa de capital aberto de origem suíça que, desde 1997, tem toda sua produção de madeira certificada. “Em meio à atividade produtiva, realizada no terceiro maior município do Amazonas, a floresta mantém-se preservada, assim como o nível de biodiversidade”, explica Jeanicolau de Lacerda, assessor da Precious Woods Holding. “Com a visita do ministro do Meio Ambiente e da presidente do Ibama queremos solidificar o compromisso do governo com uma política de estado que dê maior atenção ao tema das florestas, essencial para uma economia baseada em baixas emissões de carbono, que promove inclusão, geração de renda e empregos, preservação dos recursos naturais e respeito às comunidades locais”, afirma Marcelo Furtado, facilitador da Coalizão Brasil.

Participarão do encontro representantes da Amata, FSC Brasil, Imaflora, Instituto Arapyaú, Instituto BVRio, Precious Woods e WWF. Essas instituições integram o Grupo de Trabalho de Economia da Floresta Tropical da Coalizão, que atua para acabar com a ilegalidade de produtos madeireiros provenientes de florestas nativas e para ampliar a área de manejo florestal sustentável e rastreada no país. O mercado da madeira tropical gera mais de 200 mil empregos diretos e produz aproximadamente 13 milhões de m3 de tora/ano, gerando uma renda bruta anual de R$ 4,3 bilhões. “No Brasil, porém, 80% da madeira vendida no mercado nacional não tem certificação e possui indícios de ilegalidade”, afirma Pedro Moura Costa, presidente executivo do Instituto BVRio.

Para solucionar essa situação, a Coalizão defende a transparência das informações do setor como item fundamental. Assim, durante a visita, os membros do movimento tratarão sobre a necessidade de acesso público aos dados de documentos e autorizações relacionados à exploração, ao transporte e à comercialização da madeira tropical. “A abertura dessas informações permitirá cruzamentos e comparação de dados para identificar onde ocorrem irregularidades; também contribuirá para a elaboração de políticas públicas e ações, trazendo o setor para a legalidade”, salienta Leonardo Sobral, gerente da área de Certificação Florestal do Imaflora.

A exigência de documentos que atestem origem sustentável e legal do produto madeireiro em compras públicas, preferencialmente com certificação, é outro item defendido pelo GT. “A certificação contribui para rastreamento e garantia de legalidade do produto, desde a sua origem até o consumidor final”, afirma Aline Tristão Bernardes, diretora executiva do FSC Brasil. “Se o governo, que é o maior comprador de madeira do país, passar a exigir que projetos próprios, ou por ele financiados, adquiram produtos florestais rastreados, daremos um grande passo para estabelecer um novo parâmetro de consumo e reduzir a ilegalidade da madeira tropical no país.”

Sobre a Coalizão Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas, as quais levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br.

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  • 27-Out
  • 2016

São Paulo, 27 de outubro de 2016 – Produção agropecuária com baixas emissões de gases do efeito estufa é medida crucial para combater as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, garantir rentabilidade e competitividade aos produtos brasileiros no cenário da nova economia. Essa percepção norteou debate realizado na segunda-feira (24/10), em Brasília, com representantes do governo, de empresas e de organizações da sociedade civil, promovido pelo Grupo de Trabalho da Agricultura de Baixo Carbono da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, e apoiado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Realizadas no auditório do ministério, as discussões indicaram a necessidade de estabelecer parcerias entre os diversos setores da sociedade, além de investir em sensibilização e capacitação – do agente que leva assistência às propriedades, do próprio “operador” das técnicas de baixo carbono, do dono ou gerente da propriedade rural e até dos agentes financiadores –, para que todos entendam as oportunidades ambientais e econômicas de tais práticas.

A abertura da mesa-redonda ficou a cargo de Luana Maia, coordenadora da Coalizão Brasil, e de João Campari, assessor especial do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. "A meta da pasta é elevar de 7% para 10% a participação brasileira no market share global de commodities agrícolas, e fazer isso com responsabilidade socioambiental", afirmou Campari.

A primeira sessão foi voltada à avaliação das políticas públicas para a difusão de assistência e tecnologia, inclusive para a agricultura familiar, e contou com representantes do Programa Biodiesel, da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo do Ministério da Agricultura e do projeto TerraCert.

O segundo painel apresentou a experiência de empresas que já levam assistência técnica a seus fornecedores, como Raízen, JBS e Associação Brasileira da Indústria do Óleo Vegetal (Abiove). A terceira parte, com BNDES, Michelin e Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), explorou as sinergias entre os setores público e privado, incluindo incentivos financeiros.

O último bloco foi dedicado à qualidade da assistência técnica disponível e à capacitação dos agentes responsáveis por levá-la a todos os rincões do país. Participaram representantes do Instituto Floresta Tropical (IFT), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Mato Grosso do Sul e do Plano ABC.

No fim do evento, estava patente que entender a realidade do produtor rural e do que ele precisa no dia a dia é decisivo. "Não basta apenas entregar um pacote de tecnologias. Temos de olhar a demanda da propriedade, pactuar com o produtor, perceber as diferentes nuances – regionais e de escala (se é pequeno, médio ou grande) – para dar assistência técnica e, por conseguinte, oferecer financiamento que lhe seja adequado", afirmou André Guimarães, diretor executivo do Ipam. "Temos as melhores tecnologias agrícolas, mas ainda existem bolsões de áreas produtivas com alta degradação do solo. Precisamos estabelecer parcerias com governo, sociedade civil, agências públicas e privadas para solucionar esse desequilíbrio. O poder público não vai resolver sozinho", completou.

A mesa-redonda Assistência técnica, difusão de tecnologia e financiamento: caminhos para a consolidação da agropecuária de baixo carbono teve patrocínio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Agroicone, Solidaridad, Instituto Arapyaú, Instituto BioSistêmico (IBS), Imaflora e WWF Brasil.


Sobre a Coalizão Brasil
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  • 17-Out
  • 2016

São Paulo, 17 de outubro de 2016 – Identificar os caminhos para suprir a carência de conhecimento do produtor rural sobre práticas da agropecuária de baixo carbono é o objetivo principal da mesa-redonda marcada para 24 de outubro, segunda-feira, em Brasília (DF), promovida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. O evento conta com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e acontecerá em seu auditório, na Esplanada dos Ministérios.

A Coalizão Brasil tem um grupo de trabalho focado em agropecuária de baixo carbono (GT ABC), responsável pela organização da mesa-redonda. A programação inclui: as políticas públicas necessárias, alcançando, inclusive, a agricultura familiar; exemplos de sucesso ligados a empresas que ajudam a fornecer assistência técnica no campo; possíveis sinergias entre os setores público e privado (com participação do BNDES); e qualidade da assistência disponível, bem como o preparo de agentes responsáveis por levá-la ao produtor rural. O encerramento ficará a cargo de João Campari, assessor especial do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

"Vários casos de sucesso demonstram a rentabilidade das técnicas de baixo carbono, virtuosas por reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE). O que falta agora é ampliar a assistência técnica ao produtor, o que passa por formação de mão de obra e inclui incentivos nos canais de financiamento", explica Juliana Monti, coordenadora de Sustentabilidade da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Em sua fase inicial, o retorno financeiro das práticas de baixo carbono é um pouco mais demorado na comparação com o modo convencional. "Porém, o custo da produção é diluído em técnicas como a integração lavoura-pecuária-floresta, por exemplo, além do que, o produtor ganha competitividade no médio prazo", afirma Juliana. “No mercado internacional, a perspectiva é promissora, pois, cada vez mais, os grandes compradores exigem parâmetros de preservação ambiental."

No campo, também há interesse manifesto por essa opção. “O que mais ouvimos dos produtores é que falta assistência técnica para avançar”, observa Marina Piatto, coordenadora da Iniciativa de Clima e Agropecuária do Imaflora. Na intenção de unir esforços para mudar esse cenário, o debate do dia 24 contará com membros do governo, representantes do setor privado e especialistas de organizações ambientais. “Precisamos dar escala à assistência técnica, difundir casos de sucesso, entender o lado do financiamento e, a partir daí, definir encaminhamentos e ações em conjunto", assinala Marina.

Vale lembrar que a ampla adoção das práticas de baixa emissão é crucial para o Brasil cumprir seu compromisso no Acordo de Paris. Dentre outras metas, até 2030, o país prevê recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e implantar a integração lavoura-pecuária-floresta em outros 5 milhões de hectares.

Mesa-redonda: Assistência técnica, difusão de tecnologia e financiamento: caminhos para a consolidação da agropecuária de baixo carbono

Data: 24/10/2016
Local: Auditório do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) — Esplanada dos Ministérios, Bloco D — Brasília (DF)
Horário: das 13h às 18h
Inscrições: envie e-mail para: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Realização: Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura
Apoio: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
Patrocínio: Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Agroicone, Solidaridad, Instituto Arapyaú, Instituto BioSistêmico (IBS), Imaflora e WWF Brasil

Veja a programação completa aqui.

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  • 30-Jun
  • 2016

Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura encomendou três estudos de impacto econômico, que delineiam cenários para implementação da economia de baixo carbono do Brasil. Os trabalhos, realizados por Instituto Escolhas e GVCes, abordam a recuperação de 12 milhões de hectares de florestas, aumento em dez vezes da área de manejo florestal sustentável e implantação de tecnologias de baixo carbono na agropecuária.