Governança

Para fazer a articulação em prol da economia de baixo carbono, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura conta com:

uma coordenação executiva, responsável pela gestão de todas as atividades da Coalizão;

um Grupo Estratégico (GE), instância que cuida das diretrizes, dos temas centrais e da coesão do movimento;

um Grupo Executivo (GX), que atua mais próximo da coordenação executiva e coordena tomadas de decisão, como aprovação de materiais de comunicação, bem como outros assuntos relacionados ao dia a dia;

oito Grupos de Trabalho (GTs), empenhados em identificar o que precisa ser feito em termos regulatórios, legais, tecnológicos e práticos a fim de viabilizar as propostas do movimento;

e um facilitador, responsável pela integração dos participantes do Grupo Executivo e do Grupo Estratégico.

O GE é composto por representantes de alto nível dos diversos segmentos que integram a Coalizão — setor privado, organizações da sociedade civil e academia.

O GX, com um número menor de integrantes, também conta com empresários, ambientalistas e pesquisadores.

Os oito GTs somam mais de cem especialistas de diferentes áreas, ligados às instituições que integram a Coalizão. São vitais no processo da construção de soluções e desenvolvimento de estratégias. Os resultados dos debates dos GTs são encaminhados ao GX e, sempre que necessário, ao GE.

Portanto, é a partir dessa interação entre GE, GX e GTs que são formulados posicionamentos públicos, ações de advocacy, atividades de cooperação internacional e esclarecimentos para a sociedade em geral sobre ganhos econômicos, ambientais e sociais do desenvolvimento baseado na baixa emissão de carbono.

Os GTs da Coalizão Brasil se debruçam sobre oito grandes temas.

Agricultura de baixo carbono — atua para que se adotem práticas de baixa emissão de carbono na agricultura em larga escala.

Bioenergia — age pelo estabelecimento de um padrão global para biocombustíveis, além de uma política nacional para sua valorização, bem como da bioeletricidade.

Código Florestal — discute e elabora estratégias para a efetiva implementação do Código Florestal, agindo para a constituição dos Programas de Regularização Ambiental (PRA), na transparência e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na promoção dos mecanismos de remuneração por serviços ambientais.

Cooperação internacional — empenha-se em estabelecer cooperação para difusão e compartilhamento de agendas e tecnologias com instituições internacionais que possuam objetivos em comum com a Coalizão Brasil.

Economia da floresta tropical — opera na proposta da Coalizão Brasil de aumentar em dez vezes a área de manejo florestal sustentável rastreada no país, até 2030, e coibir a ilegalidade de produtos madeireiros provenientes de florestas nativas.

Logística — trabalha para que a logística relacionada ao transporte de produtos agropecuários e florestais contribua para o desenvolvimento com baixa emissão de carbono. Esse GT está em processo de estruturação.

Restauração/reflorestamento — intervem em três frentes, dentro do objetivo de aumentar os estoques florestais de múltiplos usos: na criação de uma plataforma de desenvolvimento da silvicultura de espécies arbóreas nativas com fins econômicos, na capacitação de agentes da cadeia de restauração e reflorestamento e na elaboração de uma ferramenta de monitoramento de fatores críticos para viabilizar a restauração em larga escala no Brasil.

Valoração e serviços ecossistêmicos— busca a melhoria dos atuais mecanismos de valoração econômica do carbono e de pagamento por serviços ecossistêmicos. Ou seja, o GT lida com mecanismos econômicos que estabeleçam um valor para o carbono emitido ou sequestrado e um sistema de remuneração para quem preserva serviços essenciais da natureza, como conservação da biodiversidade, regulação do clima e do ciclo hidrológico.

Para saber mais sobre organizações envolvidas nos GTs, suas premissas de atuação, objetivos e planos de ação, leia a publicação "Pós-Acordo de Paris: Caminhos para a implementação da economia de baixo carbono". Clique aqui.