Governança

Para fazer a articulação em prol da economia de baixo carbono, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura conta com:

uma coordenação executiva, responsável pela gestão de todas as atividades da Coalizão;

um Grupo Estratégico (GE), instância que cuida das diretrizes, dos temas centrais e da coesão do movimento;

um Grupo Executivo (GX), que atua mais próximo da coordenação executiva e coordena tomadas de decisão, como aprovação de materiais de comunicação, bem como outros assuntos relacionados ao dia a dia;

oito Grupos de Trabalho (GTs), empenhados em identificar o que precisa ser feito em termos regulatórios, legais, tecnológicos e práticos a fim de viabilizar as propostas do movimento;

e um facilitador, responsável pela integração dos participantes do Grupo Executivo e do Grupo Estratégico.

O GE é composto por representantes de alto nível dos diversos segmentos que integram a Coalizão — setor privado, organizações da sociedade civil e academia. São membros do GE, atualmente:

  • André Guimarães - Diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
  • Carlos Nobre - Membro da Academia Brasileira de Ciências (representante da Academia)
  • Carlos Rittl - Secretário-executivo do Observatório do Clima
  • Elizabeth Carvalhaes - Presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá)
  • Elizabeth Farina - Diretora presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA)
  • Fátima Cardoso - Gerente nacional da Solidaridad
  • Guilherme Leal - Fundador da Natura e do Instituto Arapyau
  • João Paulo Capobianco - Presidente do Conselho Diretor do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)
  • José Luciano Penido - Presidente do Conselho de Administração da Fibria
  • Luiz Cornacchioni - Diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag)
  • Marcelo Furtado - Facilitador da Coalizão
  • Marcelo Vieira - Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB)
  • Marina Grossi - Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds)
  • Maurício Voivodic - Diretor-executivo da WWF Brasil
  • Míriam Prochnow - Secretária-executiva do Diálogo Florestal
  • Rachel Biderman - Diretora-executiva do World Resources Institute (WRI)
  • Roberto Waack - Presidente da Fundação Renova
  • Sérgio Mindlin - Membro do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos
  • Sylvia Coutinho - Presidente da UBS Brasil
  • Tasso Azevedo - Especialista

O GX, com um número menor de integrantes, também conta com representantes do setor empresarial e socioambiental. São membros do GX, atualmente:

  • Ana Carolina Szklo - Gerente Sênior de Projetos e Assessoria Técnica do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds)
  • André Guimarães - Diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
  • Carlos Rittl - Secretário-executivo do Observatório do Clima
  • Carlos Roxo - Membro do Comitê de Sustentabilidade do Conselho da Fibria
  • Fátima Cardoso - Gerente nacional da Solidaridad
  • Luana Maia - Coordenadora executiva da Coalizão
  • Marcelo Furtado - Facilitador da Coalizão
  • Valéria Militelli - Diretora de Assuntos Corporativos da Cargill

Os oito GTs somam mais de cem especialistas de diferentes áreas, ligados às instituições que integram a Coalizão. São vitais no processo da construção de soluções e desenvolvimento de estratégias. Os resultados dos debates dos GTs são encaminhados ao GX e, sempre que necessário, ao GE.

Portanto, é a partir dessa interação entre GE, GX e GTs que são formulados posicionamentos públicos, ações de advocacy, atividades de cooperação internacional e esclarecimentos para a sociedade em geral sobre ganhos econômicos, ambientais e sociais do desenvolvimento baseado na baixa emissão de carbono.

Os GTs da Coalizão Brasil se debruçam sobre oito grandes temas.

Agricultura de baixo carbono — atua para que se adotem práticas de baixa emissão de carbono na agricultura em larga escala.

Bioenergia — age pelo estabelecimento de um padrão global para biocombustíveis, além de uma política nacional para sua valorização, bem como da bioeletricidade.

Código Florestal — discute e elabora estratégias para a efetiva implementação do Código Florestal, agindo para a constituição dos Programas de Regularização Ambiental (PRA), na transparência e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na promoção dos mecanismos de remuneração por serviços ambientais.

Cooperação internacional — empenha-se em estabelecer cooperação para difusão e compartilhamento de agendas e tecnologias com instituições internacionais que possuam objetivos em comum com a Coalizão Brasil.

Economia da floresta tropical — opera na proposta da Coalizão Brasil de aumentar em dez vezes a área de manejo florestal sustentável rastreada no país, até 2030, e coibir a ilegalidade de produtos madeireiros provenientes de florestas nativas.

Logística — trabalha para que a logística relacionada ao transporte de produtos agropecuários e florestais contribua para o desenvolvimento com baixa emissão de carbono. Esse GT está em processo de estruturação.

Restauração/reflorestamento — intervem em três frentes, dentro do objetivo de aumentar os estoques florestais de múltiplos usos: na criação de uma plataforma de desenvolvimento da silvicultura de espécies arbóreas nativas com fins econômicos, na capacitação de agentes da cadeia de restauração e reflorestamento e na elaboração de uma ferramenta de monitoramento de fatores críticos para viabilizar a restauração em larga escala no Brasil.

Valoração e serviços ecossistêmicos— busca a melhoria dos atuais mecanismos de valoração econômica do carbono e de pagamento por serviços ecossistêmicos. Ou seja, o GT lida com mecanismos econômicos que estabeleçam um valor para o carbono emitido ou sequestrado e um sistema de remuneração para quem preserva serviços essenciais da natureza, como conservação da biodiversidade, regulação do clima e do ciclo hidrológico.

Para saber mais sobre organizações envolvidas nos GTs, suas premissas de atuação, objetivos e planos de ação, leia a publicação "Pós-Acordo de Paris: Caminhos para a implementação da economia de baixo carbono". Clique aqui.