Quais devem ser os primeiros passos para implementar a economia de baixo carbono? No início do ano, a Coalizão Brasil apresentou essa pergunta aos sete grupos de trabalho (GTs) do movimento e mexeu com o arsenal técnico dos mais de 70 integrantes ávidos por respostas e soluções. Depois de intensos debates e meses de trabalho, eles sintetizaram objetivos, elencados no documento Pós-Acordo de Paris: Caminhos para Implementação da Economia de Baixo Carbono, disponível para download.
A publicação lista o que cada GT faz, quem são suas lideranças, as organizações envolvidas, metas para 2016, além de premissas de atuação de curto e médio prazos. A versão impressa foi lançada no segundo dia do seminário “Oportunidades Econômicas no Contexto das Mudanças Climáticas”, seguido de um painel de discussão. “Os GTs são o coração da Coalizão Brasil. O que importa é o que fazemos, que é nossa essência, e os GTs fazem parte dela”, afirmou Marcelo Furtado, diretor executivo do Instituto Arapyaú e facilitador do movimento.
Os objetivos dos GTs, que nortearão as ações ao longo de 2016 estão resumidos a seguir.
- Agricultura de Baixo Carbono – fomentar a disseminação de tecnologias de alta rentabilidade e baixa emissão de carbono em escala no país.
- Bioenergia – divulgar um plano de política pública para alcançar os compromissos para as mudanças climáticas assumidos pelo Brasil no que tange à bioenergia; definir plano de ação para cooperação internacional em bioenergia, em parceira com o GT de Cooperação Internacional; elaborar estratégia para abordagem de padrão global de uso de biocombustível.
- Código Florestal – contribuir para a completa implementação do Código Florestal Brasileiro, articulando esforços dos diversos atores envolvidos em uma agenda de consenso.
- Economia da Floresta Tropical – atuar na promoção da transparência no licenciamento e nas transações do setor florestal de madeira nativa.
- Restauração/Reflorestamento – impulsionar programas de restauração e reflorestamento em larga escala, por meio da criação de uma plataforma para monitorar fatores críticos, da formatação de um programa de desenvolvimento tecnológico de silvicultura tropical e do incentivo à qualificação de agentes da cadeia da restauração.
- Valoração e Serviços Ecossistêmicos – influenciar a política nacional para pagamentos por serviços ambientais; apresentar elementos-chave, como forma de contribuição, para a Estratégia Nacional de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal); avaliar as melhores alternativas para precificar o carbono; e viabilizar a contabilização das remoções por reflorestamento e restauração nas plataformas de relatos corporativos.
- Cooperação Internacional – Estabelecer parcerias consistentes para ações estratégicas envolvendo conhecimento, tecnologia e advocacy.