Rumo à transição climática global

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém, traz uma oportunidade histórica para o Brasil. Na presidência da cúpula, o país poderá mostrar ao mundo como o setor do uso da terra — responsável por 13 a 21% das emissões de gases de efeito estufa na última década — é decisivo no enfrentamento da crise climática.

Esse setor concentra algumas das maiores oportunidades de mitigação de baixo custo, como a redução do desmatamento, a restauração de ecossistemas e a expansão da agricultura sustentável. O Brasil já acumula experiência e resultados concretos nessas agendas — e pode apresentá-los como referências globais.

Para a Coalizão Brasil, o êxito da conferência não será medido por declarações, mas pela capacidade de transformar compromissos em implementação real. Isso significa mobilizar novos fluxos financeiros, fortalecer a cooperação internacional, ampliar soluções baseadas na natureza e assegurar que a transição seja justa e inclusiva.

Propostas da Coalizão

Com a publicação “Propostas para uma Transição Climática Global para o Setor do Uso da Terra”, a Coalizão apresenta dez medidas concretas, estruturadas em três pilares da Agenda de Ação da COP 30:

Gestão Sustentável de Florestas, Oceanos e Biodiversidade

Proposta 1: Impulsionar investimentos para controlar e reverter o desmatamento e a degradação florestal:

Proposta 2: Promover a restauração de paisagens e florestas em larga escala:

Proposta 3: Incorporar ações integradas de prevenção e combate a incêndios florestais:

Proposta 4: Ampliar mecanismos de remuneração por serviços ecossistêmicos (PSA):

Proposta 5 Fortalecer a rastreabilidade nas cadeias produtivas:

Transformação da Agricultura e Sistemas Alimentares

Proposta 6: Recuperar áreas degradadas e ampliar sistemas agropecuários de baixo carbono e regenerativos:

Proposta 7: Implantar sistemas alimentares mais resilientes, adaptados e sustentáveis:

Catalisadores e Aceleradores (Financiamento, Tecnologia e Capacitação)

Proposta 8: Definir padrões globais para finanças agrícolas sustentáveis:

Proposta 9: Reconhecer a bioeconomia como estratégia global de desenvolvimento sustentável:

Proposta 10: Alocar pelo menos 50% do financiamento climático em adaptação:

Atividades na COP

A Coalizão participou de 31 eventos na COP 30, realizados entre os dias 11 e 19 de novembro, nas duas áreas oficiais da conferência (zonas Azul e Verde), além de diversos espaços paralelos organizados por entidades da sociedade civil, setor privado e governo.

Saiba mais sobre as principais atividades da rede, dia a dia:

Dia 11 de novembro – Agricultura, bioeconomia, restauração e PSA

Em seu primeiro dia de atividades na COP, a Coalizão participou de uma série de eventos em que abordou alguns dos principais temas prioritários da rede, como agricultura regenerativa, bioeconomia e restauração, destacando suas ligações com a Agenda de Ação da COP 30.

Pela manhã, a gerente executiva Carolle Alarcon participou do lançamento, na Blue Zone, da publicação “O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global”, uma produção conjunta da rede com o Instituto Arapyaú, Amazônia 2030, Instituto Itaúsa, Ibá, Imazon, Uma Concertação pela Amazônia e CEBDS. Carolle dividiu sua fala com representantes dessas instituições – todos eles fundadores ou atuais membros do Grupo Estratégico (GE) da Coalizão, principal instância de governança da rede.

Já a cofacilitadora Karen Oliveira (TNC Brasil) e Marina Grossi (CEBDS) – enviada especial da COP e membro do GE – integraram a mesa de apresentação das prioridades aprovadas para o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, organizada pela Secretaria de Bioeconomia do MMA na Green Zone.

A Coalizão realizou, ainda, um debate na Agrizone, espaço da COP administrado pela Embrapa, sobre a implementação da agenda de Sharm el-Sheikh para a transição climática da agricultura brasileira. Conduzido por Mirela Sandrini (WRI Brasil), membro do Grupo Executivo da rede, o painel reuniu representantes de diversos setores em uma conversa sobre instrumentos para o fomento à agricultura de baixo carbono. No mesmo local, o cofacilitador Fernando Sampaio (Abiec) mediou outro evento da rede, que abordou a agricultura regenerativa como uma resposta brasileira à crise climática e a insegurança alimentar.

À tarde, especialistas reunidos pela Coalizão discutiram, na Cas’Amazônia, como dar escala à restauração produtiva, um processo que tem, entre seus desafios, a ampliação do financiamento para a recuperação de ecossistemas e o incentivo à silvicultura de espécies nativas, tema levado à mesa por Rodrigo Ciriello (Futuro Florestal), colíder da força-tarefa (FT) da rede dedicada ao tema.

Já o Pavilhão Belém+10, na Green Zone, foi o palco de um painel de apresentação do Observatório de Pagamento por Serviços Ambientais (OPSA), iniciativa que nasceu na força-tarefa dedicada ao tema na Coalizão. A rede foi representada por Mirela Sandrini, membro do Grupo Executivo e diretora executiva do WRI Brasil, organização que hospedará o observatório e desenvolverá sua plataforma em 2026.

Dia 12 de novembro – Economia verde e sistemas alimentares

Bioeconomia, sistemas alimentares e transição climática estiveram entre os temas abordados pela Coalizão em 12 de novembro, seu segundo dia de eventos na COP 30. 

A gerente executiva Carolle Alarcon participou do painel “Florestas, Agricultura e Economia Verde no Sul Global”, realizado pelo Ipam, na Casa Balaio. Moderado por Gonzalo Muñoz, High Level Champion da COP 25 (Madrid), o encontro reuniu representantes do Sul Global para debater os desafios da agenda. Carolle defendeu que países reforcem a urgência de avançar em sistemas integrados de monitoramento, citando como exemplo a plataforma Agro Brasil+Sustentável. 

Em painel liderado pela Fundação Solidaridad, a Coalizão discutiu, na Blue Zone, caminhos para a transição dos sistemas alimentares no Brasil, abordando diferentes práticas produtivas e considerando o ambiente de negócios e políticas públicas. O encontro foi moderado por Mariana Pereira (Solidaridad), colíder da FT Segurança Alimentar.

Na Cas’Amazônia, Juliana Lopes (CEBDS), colíder da FT Bioeconomia, e Marcelo Furtado (Itaúsa), membro do Grupo Estratégico, integraram um painel sobre a Iniciativa de Bioeconomia do G20, que analisou mecanismos de financiamento para a agenda.

À noite, a gerente Carolle Alarcon apresentou a Coalizão em um evento do Rabobank Brasil sobre tecnologias de transição e cadeia do agronegócio. O banco mostrou sua estratégia de uso da terra, com destaque para o sistema de monitoramento de portfólio livre de desmatamento, soluções financeiras para adequação ao Código Florestal, iniciativas de blended finance e projetos de impacto em Soluções Baseadas na Natureza (SbN). A Coalizão tem uma parceria estratégica com o Rabobank, que deu apoio financeiro à agenda internacional da rede no segundo semestre de 2025.

Dia 13 de novembro – Financiamento para a natureza

A Coalizão marcou presença no World Climate Summit no dia 13 de novembro, integrando a mesa “Brazil Restoration and Bioeconomy Finance Coalition: Mobilizing Private Capital for Nature”, realizada pelo Instituto de Clima e Sociedade (ICS).

O encontro reuniu uma mesa de alto nível dedicada a discutir caminhos para mobilizar capital privado e escalar iniciativas de restauração e bioeconomia no Brasil.

Representando a Coalizão, estiveram presentes a cofacilitadora Karen Oliveira (TNC), a consultora Elisa Stefan e os membros do Grupo Estratégico Marcelo Furtado (Itaúsa), Juliana Lopes e Marina Grossi, ambas da CEBDS, entre outros atores da rede.

Dia 14 de novembro – Restauração e adaptação climática

A restauração foi a principal agenda da Coalizão no dia 14 de novembro. Representantes do movimento integraram dois painéis sobre o tema na House of Restoration, na Blue Zone. No primeiro, o coordenador de Advocacy, Iuri Cardoso, destacou a importância da atuação multissetorial para alavancar a implementação e execução das políticas de restauração do país. Já o evento seguinte, mediado pela cofacilitadora Karen Oliveira (TNC), abordou a importância da adaptação climática na agenda no setor do uso da terra. Entre os painelistas estavam Joana Chiavari (CPI/PUC-Rio), membro do Grupo Estratégico da Coalizão, e João Adrien (Itaú BBA), do Grupo Executivo.

Na Agrizone, a Coalizão apoiou a re.green no painel “Restoration in Action: Companies Transforming Landscapes – a Fireside Chat”. O encontro reuniu lideranças empresariais e especialistas para discutir como iniciativas privadas têm impulsionado a transformação de paisagens e ampliado a escala da restauração no Brasil. A mediação ficou a cargo de Mariana Barbosa (re.green), colíder da FT Restauração da Coalizão. 

Ainda na Agrizone, a colíder da FT Rastreabilidade e Transparência, Isabella Freire (Proforest), representou a Coalizão no painel “Instrumentos Financeiros para a Promoção de Cadeias Produtivas Sustentáveis”, promovido pelo Ministério da Agricultura e pelo banco alemão KfW. O encontro discutiu os desafios e oportunidades do financiamento climático voltado à agricultura sustentável no Brasil e contou com a presença de Marcello Brito, enviado especial da COP 30.

Dia 15 de novembro – Rastreabilidade nas cadeias produtivas

A Coalizão organizou no dia 15 de novembro um painel sobre a rastreabilidade nas cadeias produtivas (assista aqui). O evento, realizado no Hub do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal da Green Zone, reuniu representantes do setor privado, sociedade civil, poder público, academia e da cooperação internacional.

Os painelistas apresentaram a rastreabilidade das cadeias como um instrumento que consegue, simultaneamente, ampliar o mercado dos produtos brasileiros e contribuir para o enfrentamento à crise climática.

Foram destacadas iniciativas que levaram a um avanço significativo na agenda na última década, como o Programa Boi na Linha e a plataforma AgroBrasil+Sustentável, o TAC da Carne e SIFMA-MA, além de barreiras que ainda precisam ser vencidas, como o engajamento de produtores para que forneçam dados sobre suas propriedades, a regularização da documentação de produtores e a unificação de informações relacionadas ao tema.

O debate foi moderado por Isabella Freire (Proforest), colíder da FT Rastreabilidade e Transparência da Coalizão. A mesa foi composta por Fernando Sampaio (Abiec), cofacilitador da rede e também líder da FT; Alexander Borges Rose, diretor do Diálogo Agropolítico (APD) Brasil-Alemanha; Gustavo Victorio, auditor fiscal da Secretaria estadual de Fazenda do Maranhão; Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Melissa Brito, codiretora de Alimentos Regenerativos da TNC; Pedro Burnier, coordenador do GTFI; e Yixian Sun, professor da Universidade de Bath (Reino Unido).

O evento foi organizado por Coalizão, APD, GTFI e Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável, e teve apoio do Imaflora, GIZ e Bezos Earth Fund.

Dia 16 de novembro – Silvicultura de espécies nativas

A Coalizão promoveu no dia 16 de novembro dois painéis sobre silvicultura de espécies nativas na Amazônia. Ambos, com a gravação disponível aqui, discutiram a necessidade de instrumentos financeiros, marcos regulatórios e uma visão de longo prazo para transformar essa atividade em política de Estado.

O painel “Silvicultura de espécies nativas e políticas públicas para restauração de ecossistemas e paisagens na Amazônia”, realizado em parceria com a Aliança pela Restauração da Amazônia, marcou o lançamento do posicionamento da organização sobre o papel da silvicultura de nativas no apoio à restauração.

A Coalizão foi representada por Miguel Calmon (CI Brasil), colíder da FT Silvicultura de Nativas, que detalhou como a rede estruturou e captou recursos para o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (PP&D-SEN), dedicado a identificar oportunidades para espécies nativas. A iniciativa é financiada pelo Bezos Earth Fund e, a partir do ano que vem, também pelo BNDES.

O painel seguinte, “Novos rumos da economia florestal: silvicultura de espécies nativas e política reguladora”, abordou os desafios para consolidar a atividade, destacando a necessidade de aproximar academia e indústria e de fortalecer uma agenda pré-competitiva entre empresas do setor.

Moderado por Calmon, o debate reuniu Mariana Barbosa (re.green), colíder da FT Restauração, que destacou o aumento da visibilidade do setor nos últimos anos – intensificada pela vitória da re.green no Earthshot Prize, em novembro. Adriano Scarpa (Ibá) apresentou o engajamento de empresas de florestas plantadas em um grupo de trabalho sobre silvicultura de nativas – atividade que tem recebido crescente investimento e inovação, como ressaltou Raphael Stein (BNDES). Cristian Samper (Bezos Earth Fund) enfatizou como a fundação tem apoiado organizações brasileiras em agendas como restauração, bioeconomia, mercado de carbono e rastreabilidade bovina, que contribuem para a redução do desmatamento na Amazônia.

Dia 17 de novembro – Protagonismo das florestas brasileiras

A Coalizão Brasil participou no dia 17 de novembro do painel “O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global”. O encontro, realizado no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, discutiu a publicação homônima, lançada no dia 11 na COP 30. O documento é assinado por um consórcio de oito instituições – entre elas, a Coalizão – e apresenta caminhos possíveis para que o Brasil amplie sua cobertura florestal em 8 milhões de hectares até 2035.

A Coalizão foi representada no evento por Rodrigo Ciriello (Futuro Florestal), colíder da FT Silvicultura de Nativas, e entre os outros debatedores estava José Carlos da Fonseca (Ibá), membro do Grupo Estratégico da rede.

Dia 18 de novembro – Novos números da restauração

No dia 18 de novembro, a Coalizão participou, no Pavilhão Brasil da Green Zone, da sessão “Agenda Restaura Brasil: conectando convenções, impactando pessoas e natureza”, organizada pelo Ministério do Meio Ambiente.

A apresentação trouxe os dados atualizados do primeiro ciclo de reporte nacional da Conaveg, consolidando pela primeira vez uma estimativa de aproximadamente 3,4 milhões de hectares em processo de recuperação em todo o país – um passo importante para o cumprimento da meta de 12 milhões de hectares até 2030, com base metodológica sólida, transparência e integração de bases estaduais, federais e setoriais.

Na discussão, Carolle Alarcon, gerente executiva da Coalizão, destacou o Observatório da Restauração (OR) como exemplo concreto da sociedade civil que contribui para o monitoramento qualificado – inclusive integrando dados ao exercício técnico conduzido pela Câmara Consultiva Temática (CCT) de Inteligência Espacial e Monitoramento da Conaveg, da qual a Coalizão participa.

Na Casa Belterra, a Coalizão integrou o debate participativo “Diálogos Agroflorestais na COP 30”. Nele, Carolle e a consultora Elisa Stefan contribuíram para a discussão sobre governança, desafios estruturais e próximos passos para fortalecer a restauração produtiva em escala, incluindo caminhos para ampliar a assistência técnica, destravar financiamento e integrar cadeias vinculadas à restauração.

A Coalizão participou, ainda, do painel “Scalling Adaptation through South-South Cooperation in Regenerative Agriculture”, realizado na Blue Zone pelo Ipam, que contou com os enviados especiais André Guimarães (Ipam e membro do Grupo Estratégico da Coalizão) e Roberto Rodrigues. O evento abordou particularidades da agricultura regenerativa em países tropicais, que demandam o desenvolvimento de tecnologias e metodologias.

Pela Coalizão, integram o debate Mariana Pereira (Solidaridad), colíder da FT Segurança Alimentar, e Eduardo Bastos (Instituto Equilíbrio), membro do Grupo Executivo da rede.

Dia 19 de novembro – Restauração, sistemas alimentares e PSA

A agenda da Coalizão em 19 de novembro, seu último dia de atividades na COP, reforçou seu papel nas discussões sobre restauração, sistemas alimentares, pagamento por serviços ambientais e concessões florestais.

No painel “Rumo aos 12 milhões de hectares: restaurar é coletivo”, realizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, especialistas destacaram a importância de criar um ambiente favorável à restauração — apoiado em investimento, marcos legais sólidos, diálogo entre poder público e sociedade, e geração de emprego e renda no campo. A sessão, moderada por Isllane Alcântara (re.green), membro da Coalizão, reuniu porta-vozes do MMA, BNDES, FAO e coletivos atuantes na Caatinga e no Pantanal.

Ainda na Blue Zone, a Coalizão promoveu o painel “Building Resilient Food Systems for Climate Adaptation”, no pavilhão da Regional Climate Foundations. Moderado por Taciano Custodio (Rabobank), membro do Grupo Executivo da rede, o encontro discutiu práticas agrícolas regenerativas, políticas públicas inclusivas e instrumentos financeiros inovadores capazes de acelerar a transformação dos sistemas alimentares rumo a maior resiliência climática nos territórios. Participaram representantes do Instituto Comida do Amanhã, Pacto Contra a Fome, Prato Firmeza Amazônia e GAIN.

Na House of Restoration, também na Blue Zone, a Coalizão organizou o evento “Observatory of Payments for Environmental Services (OPSA): Building Collaborative Pathways for a Nature-Positive Future”. A sessão destacou o avanço do OPSA como um espaço de participação, representatividade e governança colaborativa em pagamento por serviços ambientais. O painel foi moderado por Iuri Cardoso, coordenador de Advocacy da Coalizão, e contou com a participação de Priscila Matta (Natura) e Rubens Benini (TNC) – colíderes, respectivamente, das FTs Bioeconomia e Restauração –, além de representantes do IIS, ECCON, Fetagri e da Universidade do Colorado.

A Coalizão apoiou também uma imersão sobre concessões florestais liderada pelo Imaflora. Realizada na fábrica da Ebata, a atividade incluiu uma visita guiada ao processo de beneficiamento e melhoramento da madeira oriunda de floresta pública concessionada – a segunda floresta de concessão estabelecida no Brasil. Representaram a Coalizão os líderes da FT Concessões Florestais, Leonardo Sobral (Imaflora) e Daniel Bentes (Confloresta), além da consultora de projetos Elisa Stefan.

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