Ao fim da primeira semana de negociações da COP 21, os países alcançaram um novo rascunho do acordo, divulgado na sexta-feira, dia 4/11. Veja aqui a página da UNFCC com texto atualizado. Entretanto, durante as reuniões desses primeiros dias da conferência, não foi possível lapidar as opções, de forma a se alcançar um texto mais coeso para as negociações de alto nível da última semana.
Em outras palavras, o comprometimento e a ambição presentes nos discursos dos chefes de Estado na abertura da COP ainda não estão traduzidos no rascunho do acordo. As negociações serão intensas daqui para frente, mas tendem a levar a um acordo enxuto. O grande diferencial deve ser a participação de todos os países com base em suas contribuições (INDCS).
Para a Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, as perspectivas são positivas devido à importância que a sociedade civil e o setor privado ganharão na implementação desse acordo. Findado o processo em Paris — herança de muitos anos de empenho — , o desafio estará em definir detalhes do até 2019 e aprofundar a forma de implementar as contribuições brasileiras em âmbito interno.