Em 30 de novembro, as ministras do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e da Noruega, Tine Sundtoft (à esquerda na foto), assinaram um termo para a prorrogação do Fundo Amazônia, que opera com base no mecanismo de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).
Nos primeiros três anos, noruegueses e alemães transferiram cerca de US$ 1 bilhão para o fundo e, agora, prometem manter o mesmo nível de financiamento até 2020. Foi acordado um aporte adicional de US$ 650 milhões por parte da Noruega, que se soma aos cerca de 100 milhões de euros anunciados no início deste semestre pela Alemanha.
“É sempre uma boa notícia”, afirma Alexandre Prado, do Instituto Arapyaú. “Eles pagam por um esforço que já foi realizado, de reduzir emissões. No entanto, tanto o empenho quanto o investimento financeiro poderiam ser maiores. Os últimos dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam um aumento do desmatamento, o que é muito preocupante. Isso talvez indique que os esforços necessários não são mais apenas de controle, mas também de incentivos econômicos para a redução de emissões. Agora, chegamos ao ponto mais desafiador: como incentivar a economia de baixo carbono em florestas?”, conclui.