Apresentação
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura reforça sua visão de que a bioeconomia configura-se como uma oportunidade estratégica para o Brasil alinhar seu desenvolvimento econômico à conservação ambiental e à valorização da sociobiodiversidade. Na visão do movimento, esse modelo de desenvolvimento produtivo e econômico deve ocupar posição central nas políticas públicas nacionais, alicerçada em marcos regulatórios robustos, programas de fomento e instrumentos de mercado que incentivem a produção de bens renováveis e biodegradáveis. A rede defende uma bioeconomia que promova o uso responsável da biodiversidade, o desenvolvimento de sistemas agrícolas e florestais sustentáveis, a proteção e restauração da vegetação nativa, a inclusão socioeconômica de comunidades tradicionais e agricultores familiares e a geração de renda em todo o Brasil rural e florestal. É imprescindível que a implementação dessa agenda no país se paute pelo respeito pleno aos direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais, assegurando a repartição justa e equitativa dos benefícios advindos do acesso ao conhecimento tradicional associado à biodiversidade, conforme as legislações brasileira e internacional vigentes.
No CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – o tema de Bioeconomia tem sido tratado há tempos de maneira transversal a todas as agendas já trabalhadas pelo Conselho, porém, o tema ganhou ainda maior relevância na mobilização do setor em contribuir com o Plano de Transição Ecológica do governo. A organização criou a Força Tarefa de Bioeconomia com o objetivo de criar consenso entre o setor empresarial sobre o tema, tendo como foco central o financiamento da Bioeconomia.