08/2026

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Coalizão promove debates sobre florestas e sistemas alimentares na São Paulo Climate Week

Rede participou de discussões sobre a transição para uma economia de baixo carbono e se prepara para fóruns internacionais sobre clima e biodiversidade

Iuri Cardoso (segundo a partir da dir.), gerente técnico interino da Coalizão, em mesa sobre a cadeia da soja. Foto: Divulgação

Adaptação ao clima, transição para sistemas alimentares de baixo carbono, cadeia da soja e concessões florestais estiveram entre os principais temas promovidos pela Coalizão Brasil na São Paulo Climate Week, realizada em diversos espaços da capital paulista entre os dias 3 e 7 de agosto.

“A participação da Coalizão foi muito frutífera. Eventos como esse trazem a oportunidade de trocar experiências e acompanhar debates que devem ganhar relevância global”, avalia Iuri Cardoso, gerente técnico interino da rede.  “Alguns dos assuntos emergentes foram seguro rural e biocombustíveis, que dominaram diferentes mesas de discussão.”

A resiliência da cadeia da soja esteve no centro de uma das discussões promovidas pela Coalizão em São Paulo. No dia 4 de agosto, a rede coorganizou, com FOLU Brasil, CEBDS e World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), a mesa “Construção do caso comercial para o investimento em resiliência na cadeia de valor da soja”. Nela, representantes dos setores privado e financeiro discutiram um estudo da Rewire sobre os custos da inação e os benefícios econômicos da adoção de práticas resilientes na produção de soja.

A Coalizão também esteve presente na mesa-redonda “Como impulsionar a mudança dos sistemas alimentares para uma economia de baixo carbono”, promovida pela World Climate Foundation, em parceria com o Pacto contra a Fome e a Associação Base Planta.

Representando a Coalizão, Paulo Camuri, gerente das áreas de Clima e Inteligência de Dados e Territorial do Imaflora, destacou a importância da Taxonomia Sustentável Brasileira para os sistemas agroalimentares e seu potencial para orientar investimentos e políticas públicas em direção a uma produção mais sustentável.

Ainda no dia 4, a rede esteve entre as organizadoras do painel “Concessão florestal no Brasil: escala, impacto e soluções climáticas – Concessões de manejo florestal”, em parceria com o governo do Amapá, Imaflora e Serviço Florestal Brasileiro. Na ocasião, a Coalizão foi representada por Leonardo Sobral, colíder da Força-Tarefa Concessões Florestais e diretor de Florestas e Restauração no Imaflora. As concessões foram tema de mais um debate, realizado em 6 de agosto.

Também no dia 6, aconteceu o World Climate Summit São Paulo, uma jornada de debates sobre diferentes questões da crise e soluções climáticas realizada pela World Climate Foundation. O evento teve o apoio institucional da Coalizão e outras organizações e debateu questões como adaptação climática, transição energética e natureza e resiliência econômica.

Uso da terra na agenda internacional

A participação na São Paulo Climate Week dá continuidade e impulso à agenda internacional da Coalizão de 2026, que começou em Bonn, em junho, quando representantes da rede acompanharam as principais discussões preparatórias da 31ª Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP 31), que ocorrerá em novembro em Antália, na Turquia.

Agora, as lideranças da Coalizão se preparam para levar a agenda do uso da terra aos principais espaços de debate do segundo semestre: a Climate Week de Nova York, que acontece em setembro; a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP 17), que será realizada em outubro, na Armênia, e a COP 31.

Segundo Cardoso, o tema do uso da terra será central nos debates, e a Coalizão deverá participar dos diálogos com base em dois documentos principais elaborados pela rede ou com a participação dela: “Propostas para uma Transição Climática Global para o Setor do Uso da Terra”, lançado na Climate Week de Nova York, em 2025, e “Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global”, que teve sua 2ª edição publicada este ano.

“Os dois documentos ampliam os temas que trabalhamos nacionalmente para a arena internacional, mostrando a escalabilidade e a importância do uso da terra para uma economia de baixo carbono”, afirma Cardoso.

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