Em painéis, Coalizão ampliou engajamento multissetorial em torno das prioridades para a COP 30

A Coalizão Brasil levou a agenda de restauração e agricultura regenerativa à Rio Climate Action Week, evento que aconteceu de 23 a 29 de agosto na cidade do Rio de Janeiro. Para Carolle Alarcon, gerente executiva da rede, a semana foi um espaço importante de diálogo, a menos de 100 dias da Conferência do Clima de Belém (COP 30), para conectar agendas internacionais do clima com atores nacionais e locais.
“Foi uma oportunidade para reforçarmos nossa capacidade de articulação multissetorial e engajar com diferentes parceiros e interlocutores que podem somar na construção de prioridades rumo a Belém”, destaca Alarcon. “Também foi, de certa forma, uma prévia dos debates que levaremos à Climate Week de Nova York onde seguiremos ampliando essas pontes.”
A Coalizão participou de três painéis no evento carioca. Um deles, organizado pela BVRio, discutiu oportunidades e desafios para dar escala à restauração. No debate, Alarcon destacou a necessidade de repensar o financiamento para restauração e o papel essencial dos coletivos de restauração no monitoramento das políticas de restauração.
O papel da agricultura regenerativa na transformação de sistemas alimentares foi tema de outro painel, promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS). Nele, a gerente executiva da rede lembrou que, com mais de 75% das emissões brasileiras ligadas ao uso da terra e à agropecuária, nenhuma estratégia climática será eficaz sem integrar florestas, agricultura e sistemas alimentares. “A agricultura tropical regenerativa é a chave para conciliar conservação, produção e inclusão social, e deve estar no centro da agenda brasileira rumo à COP 30”, afirmou.
Alarcon também participou de um debate sobre lideranças femininas na agenda climática. “Compartilhei a experiência da Coalizão como um espaço que valoriza a diversidade de vozes e busquei ressaltar a importância de garantir que mulheres estejam no centro das decisões e das estratégias de enfrentamento da crise climática”, conta Alarcon.