Grupos de trabalho atuaram em diversas frentes, como na elaboração de estudos e propostas ao governo e no monitoramento de projetos de lei

As forças-tarefa (FTs) da Coalizão Brasil concluíram o ano de 2025 com cerca de 50 atividades cumpridas ou em andamento. Foram alcançados 20 resultados almejados para promover avanços no uso sustentável e justo da terra, baseado em atividades de baixo carbono e conciliando conservação e produção.
Atualmente, a Coalizão conta com 12 FTs que abordam diferentes temas relacionados à pauta agroambiental, atuando de forma transversal quando necessário. Esses grupos são os principais espaços de debate e construção de propostas da rede, e os membros envolvidos contribuem com suas experiências e conhecimentos técnicos e científicos.
Segundo Maiara Beckrich, coordenadora de Relações Institucionais da Coalizão, as atividades das FTs em 2025 envolveram monitoramento de projetos de lei, envio de contribuições a consultas públicas do governo federal e elaboração de estudos técnicos. “As FTs são um espaço muito importante para o engajamento dos membros, qualificação de debates, construção de propostas e elaboração de estratégias.”
Os diálogos são direcionados pelas visões e diretrizes estratégicas da rede. “Os objetivos que norteiam o trabalho das forças-tarefa estão na visão de longo prazo da Coalizão, organizada em quatro eixos, que são promover a agropecuária e silvicultura sustentáveis, garantir o valor da floresta em pé, combater a degradação e o desmatamento e construir instrumentos financeiros e políticas públicas estruturantes”, explica Beckrich.
Desde 2023, as FTs orientam sua atuação com base no documento “O Brasil que vem“, lançado em novembro do ano anterior, que propôs 33 metas relacionadas ao combate ao desmatamento, à promoção da segurança alimentar e à geração de emprego e renda no campo.
Das atividades e resultados alcançados em 2025, a coordenadora destaca as contribuições à Estratégia Nacional de Bioeconomia, por meio da participação em um consórcio técnico que assessora a construção da estratégia, bem como propostas elaboradas pela FT Bioeconomia para duas consultas públicas sobre o tema.
Outro destaque foi o apoio, dado pela FT Restauração, à formulação e implementação de políticas públicas como o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que propõe restaurar ao menos 12 milhões de hectares do país até 2030.
A realização de um workshop sobre mercados de carbono organizado pela FT responsável por esse tema resultou em um posicionamento em relação ao Artigo 6 do Acordo de Paris, divulgado às vésperas da COP 30.
Também são ressaltadas por Beckrich a participação de membros da FT Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) em reuniões para a regulamentação da Política Nacional de PSA, assim como a mobilização feita pela FT Código Florestal para lançar um pacto multissetorial pela implementação da lei.
Esses resultados mostram que 2025 foi um ano bastante ambicioso para as FTs. “O grande número de atividades mostra o volume de gargalos que precisam ser endereçados para avançarmos em nossas agendas estratégicas”, avalia.
Para 2026, está sendo feita uma reflexão, pelo Grupo de Trabalho (GT) 10 anos da Coalizão, sobre quais temas devem ser priorizados pela rede em sua próxima década. As atividades e entregas que não foram realizadas em 2025 deverão ter sua necessidade reavaliada nesse processo.
Criado em 2025, com a participação de integrantes dos grupos Estratégico e Executivo (GE e GX) e membros históricos da rede, o GT tem como parte de sua missão entender onde a Coalizão pode fazer a diferença, reavaliar a estrutura de governança e a forma de atuação para que a rede alcance sua visão.
“Esse processo deve acontecer durante todo o primeiro semestre de 2026. Enquanto isso, as FTs seguirão focadas nas entregas essenciais”, explica Beckrich. “Após essa revisão do foco estratégico da Coalizão, teremos mais clareza sobre os próximos passos das FTs.”
O acompanhamento dos trabalhos das forças-tarefa pode ser feito pelo Painel de Controle do site da Coalizão. Já a página Linha do Tempo reúne as principais entregas realizadas por cada grupo de trabalho desde a fundação do movimento, em junho de 2015.