Acordo técnico marca início de colaboração estratégica para fortalecer Unidades de Conservação e promover uso sustentável do solo

A Coalizão Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o objetivo de desenvolver ações conjuntas para promover a silvicultura de espécies nativas em escala nacional. O foco principal é a valorização das Unidades de Conservação (UCs) e a integração com o setor produtivo.
A cerimônia de assinatura, em 24 de outubro, contou com a presença do presidente do ICMBio, Mauro Pires, e do coordenador-geral do Centro Nacional de Conservação da Biodiversidade (CBC/ICMBio), Alexandre Sampaio. Por parte da Coalizão, participaram o cofacilitador Fernando Sampaio, a gerente executiva Carolle Alarcon e a consultora de projetos Elisa Stefan.
O ACT prevê o mapeamento de áreas degradadas, a implantação de áreas demonstrativas em UCs e a capacitação de analistas ambientais em restauração ecológica e silvicultura de nativas. A iniciativa também busca ampliar o conhecimento sobre os passivos ambientais nas UCs federais e indicar essas áreas para projetos de recuperação e uso sustentável.
Segundo Alexandre Sampaio, o desafio de conservar a sociobiodiversidade em escala nacional exige atuação articulada entre diferentes setores. “As Unidades de Conservação geridas pelo ICMBio estão cada dia mais ilhadas em uma paisagem de degradação, e nossa capacidade é muito pequena para interagir eficazmente com o setor produtivo e promover ações de mudança”, afirmou. “A Coalizão congrega representantes de importantes setores da sociedade que possuem o poder de mudar a forma como estabelecemos a relação da sociedade com os ecossistemas naturais.”
Sampaio aponta a silvicultura de espécies nativas e a restauração ecológica como soluções promissoras para conectar propriedades rurais às áreas protegidas, além de prover serviços ambientais essenciais à sustentabilidade do agronegócio. A proposta é dar início à silvicultura de espécies nativas dentro das Florestas Nacionais e dali expandir a prática, incentivando os proprietários de áreas próximas a adotarem a atividade.
A parceria também contribui para o avanço do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e o alcance de suas metas. “A atuação isolada do poder público tem pouca possibilidade de impacto. A Coalizão, por meio da agenda da silvicultura de nativas, pode gerar benefícios concretos para as UCs e para a promoção de um uso do solo mais sustentável”, reforçou o coordenador do CBC.
Para os representantes da Coalizão e do ICMBio, o acordo de cooperação técnica é o início de uma colaboração de longo prazo, com potencial para se expandir para outras agendas estratégicas relacionadas à conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade.