Movimento abordará, em mais de 20 eventos, agendas que geram ganhos ambientais e socioeconômicos no setor do uso da terra

Agricultura tropical regenerativa, restauração, silvicultura de espécies nativas, pagamento por serviços ambientais e rastreabilidade da cadeia produtiva estarão entre as principais pautas de discussão da Coalizão Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá em Belém da próxima segunda-feira (10) a 21 de novembro.
Saiba mais sobre a Coalizão na COP 30
Veja a agenda da rede na conferência
Nesse período, a rede participará ou promoverá de mais de 20 painéis nos espaços oficiais da ONU – as zonas Azul e Verde (Blue e Green Zone) – e outros polos de discussão distribuídos pela capital paraense, como a Agrizone, coordenado pela Embrapa.
Em uma publicação lançada na Climate Week Nova York , em setembro, a Coalizão ressaltou que a COP 30 é uma oportunidade histórica para que o Brasil lidere a transição climática global no setor do uso da terra, que representou de 13 a 21% das emissões de gases de efeito estufa na década passada. Trata-se de uma fração significativa e que, por isso, deve ser incluída no enfrentamento à crise climática, diante do risco de que o aumento da temperatura global ultrapasse o patamar de 2 graus Celsius.
“A COP 30 ocorrerá em um contexto geopolítico complexo, que tem negligenciado o agravamento da crise climática”, ressalta Carolle Alarcon, gerente executiva da Coalizão. “O Brasil sabe que não pode restringir seus esforços às negociações oficiais, porque há um grande risco de que elas sejam paralisadas por impasses históricos.”
Em oito cartas públicas divulgadas nos últimos meses, o presidente da COP 30, embaixador André Corrêa do Lago, encorajou diversos setores da sociedade a unirem-se em um mutirão global contra a mudança do clima, trazendo soluções concretas voltadas a mitigação, adaptação e financiamento.
Alarcon destaca que o Brasil conduz uma série de políticas públicas que, se adaptadas à realidade de outros países, podem gerar contribuições sólidas contra a crise climática.
“O país já conta com uma série de agendas que conciliam ganhos econômicos e socioambientais que, inclusive, receberam muitos insumos desenvolvidos pelas forças-tarefa da Coalizão, como a promoção da restauração de florestas, a ampliação de mecanismos para pagamento por serviços ambientais, o fortalecimento da rastreabilidade nas cadeias produtivas e a ampliação de sistemas agropecuários de baixo carbono”, sublinha a gerente executiva da Coalizão. “O sucesso da COP, portanto, não pode ser medido por declarações políticas, mas pela capacidade de transformar compromissos em implementação.” Veja os eventos confirmados e acompanhe as atualizações da agenda da Coalizão aqui.