02/2025

Tempo de leitura: 4 minutos

Compartilhar

Coalizão cria Grupo de Trabalho para fortalecer estratégia climática

GT Clima contribuirá para a construção dos planos setoriais do Plano Clima e para as discussões da COP 30

Obras em Belém para a Conferência do Clima (COP 30). Foto: Agência Pará

A Coalizão Brasil criou um Grupo de Trabalho do Clima (GT Clima) para contribuir com a construção dos planos setoriais do Plano Clima e com as discussões da Conferência do Clima de Belém (COP 30). O GT, formado por cerca de 20 membros da rede, começou a atuar no início do ano e busca fortalecer a estratégia climática do país, tanto no cenário doméstico quanto nas negociações internacionais.

O GT Clima surge em um contexto de intensificação dos debates sobre a política climática brasileira e a necessidade de maior participação de organizações da sociedade civil, academia e setor privado nesses processos. Com a revisão do Plano Clima em andamento e a elaboração de seus planos setoriais, o governo federal busca definir diretrizes para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos próximos anos.

Paralelamente, o Brasil se prepara para sediar a COP 30, um marco que reforça sua posição no debate climático global.

Diante desse cenário, a Coalizão identificou a necessidade de um espaço dedicado a aprofundar a análise técnica e estratégica desses temas, reunindo especialistas e representantes dos diversos setores que compõem sua rede para contribuir com propostas qualificadas e articuladas.

O Plano Clima, com vigência de dez anos, será estruturado nos pilares de mitigação e adaptação e composto por planos setoriais, sendo sete para o primeiro pilar e 16 para o segundo. Também traz estratégias transversais para tratar de questões como financiamento, governança e transição justa.

Para engajar a sociedade civil, o governo lançou o Plano Clima Participativo, com realização de consultas públicas e criação de uma plataforma digital para receber as contribuições.

O GT da Coalizão pretende estudar e elaborar propostas para os planos setoriais que mais se relacionam à agenda da rede, como uso da terra e florestas, agricultura e pecuária, biodiversidade e segurança alimentar e nutricional.

Andreia Bonzo, colíder do grupo, ressalta que os planos devem ser vistos de forma transversal.

“Um plano setorial vai impactar o outro, por isso o governo tem o desafio de olhar todo o Plano Clima de forma sistêmica”, explica Bonzo. “É preciso tratar esses planos de forma pragmática, eficiente e balanceada, mas dentro de um paradigma de uma nova economia.”

Colíder do GT e membro do Grupo Executivo (GX) da Coalizão, João Adrien destaca que o Brasil terá a oportunidade de direcionar o debate global sobre o clima na COP 30. Segundo ele, muitos temas estarão em jogo na conferência, como a questão do financiamento climático, a ampliação da ambição para o corte das emissões de gases de efeito estufa e o Artigo 6, que trata dos mercados de carbono.

“É fundamental que a Coalizão estabeleça prioridades para ajudar o Brasil a formar um posicionamento e uma estratégia internacionais, além da definição da política doméstica para esse tema”, assinala.

Em seus trabalhos, o GT contará com o apoio de duas consultorias. Uma delas fará um relatório técnico a partir de insumos como a análise de documentos da Coalizão e do governo e consultas com stakeholders. A outra consultoria auxiliará na organização e facilitação de três oficinas presenciais a serem realizadas nos próximos meses, com a participação de convidados externos.

O trabalho do GT e das consultorias deve resultar em posicionamentos que contribuam com a atuação do governo e orientem as ações da Coalizão.

Em setembro do ano passado, a rede divulgou um posicionamento em defesa de uma meta climática brasileira robusta, ambiciosa e factível, com propostas para o Plano Clima.

Leia também
Assine nossa Newsletter
Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi realizada com sucesso.