08/2025

Tempo de leitura: 5 minutos

Compartilhar

Encontro de Membros discute prioridades e próximos passos da Coalizão

Com mais de 70 participantes, evento levantou temas e possibilidades de atuação para a nova década da rede

Em reunião, membros debateram áreas em que Coalizão tem atuação mais estratégica e temas em que a rede deveria ampliar sua atuação. Foto: Reprodução

A Coalizão Brasil promoveu o 3º Encontro de Membros da rede no dia 5 de agosto, no formato virtual, com a participação de mais de 70 pessoas. O encontro é realizado anualmente para explicar a estrutura de governança da rede, avanços e para esclarecer dúvidas e colher sugestões dos membros. Este ano, em que a Coalizão completou uma década de atuação, o principal objetivo foi refletir de forma coletiva sobre os próximos caminhos e os impactos que se quer alcançar como rede.

No início das conversas, Karen Oliveira, cofacilitadora da rede, lembrou que este é um ano de muitos desafios. “Teremos a COP 30 acontecendo no Brasil em um momento de muitas divergências globais, e isso afeta diretamente as negociações e a forma como o país se posicionará. Já no ano que vem teremos eleições, e serão outros desafios”, afirmou. “Como sempre, a Coalizão estará acompanhando, discutindo e construindo posicionamentos conjuntos com seus membros. O somatório de nossos esforços e engajamento é que faz a rede acontecer.”

Na primeira parte do encontro, a equipe da Coordenação Executiva da Coalizão explicou a estrutura de governança da rede, os processos de tomadas de decisão e a atuação das 12 forças-tarefa.

Também foi apresentado um breve panorama do trabalho da rede desde o início do ano até o final de julho: 66 reuniões das forças-tarefa, seis posicionamentos, sete publicações, 51 diálogos com o poder público e mais de 430 menções na imprensa, entre outras ações.   

A segunda parte do evento foi dedicada a uma compilação dos comentários recebidos no formulário “Construindo o futuro da Coalizão”, enviado a todos os membros que se inscreveram no encontro. O questionário segue disponível aqui, para preenchimento exclusivo de organizações associadas à rede.

Entre as perguntas, havia o pedido de definir a Coalizão em uma frase. “Capturamos três elementos principais: colaboração em rede multissetorial, relevância desse espaço de construção de convergências para incidência em políticas públicas e esforço centrado na agenda de integração de produção, conservação, agricultura e clima”, comentou Carolle Alarcon, gerente executiva do movimento.

As áreas de atuação mais estratégicas elencadas pelos respondentes incluíram agricultura regenerativa, bioeconomia, combate ao desmatamento e finanças verdes inovadoras. Também foram sugeridos temas em que a Coalizão poderia atuar mais, entre eles justiça climática, integração com países vizinhos e recursos hídricos, e outros que deve fortalecer, como comunicação externa, engajamento de membros e articulação política.

A última parte do encontro foi de debate sobre os próximos passos. Foi sugerido, por exemplo, que a rede pense como melhorar sua narrativa institucional para ressaltar seu capital humano e de relacionamentos e o valor que gera para a sociedade.

Outro ponto discutido foi sobre como fazer a comunicação, para chamar maior atenção e sensibilizar mais sobre a agenda agroambiental. Também foi apontado o fato de a rede já ser reconhecida internacionalmente e a possibilidade de ampliar ainda mais sua presença em discussões globais.

Uma outra reflexão feita é se seria preciso reduzir o escopo de temas sobre os quais a Coalizão se debruça, focando naqueles que são mais estratégicos para melhor contribuir e incidir em agendas urgentes. A regularização fundiária foi destacada como tema transversal para o avanço de outras pautas.

Fernando Sampaio, também cofacilitador da rede, lembrou que, além das sugestões recebidas no encontro, o Plano Clima do governo deverá ser outro fator para indicar os caminhos a seguir. “Todos os comentários foram muito pertinentes. Se tem uma coisa em que todos que estão aqui acreditam, é que o Brasil pode liderar a agenda climática no que concerne o uso da terra. Agora, para conseguir isso, precisamos de foco. A partir do que for definido na meta climática do país (NDC) e no Plano Clima, devemos ver em qual parte podemos ajudar a fazer acontecer”, afirmou.

Leia também
Assine nossa Newsletter
Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi realizada com sucesso.