GT 10 anos proporá ajustes práticos e afinamento de foco para promover o uso sustentável da terra; membros podem enviar sugestões

A Coalizão Brasil, por meio de seu Grupo de Trabalho (GT) 10 Anos, está avaliando a governança e as prioridades da rede para a próxima década – de agora até 2035 –, com o objetivo de manter sua atuação relevante e torná-la cada vez mais impactante em seu propósito de promover o uso sustentável da terra.
O GT 10 Anos, lançado na 2ª Plenária de 2025, reúne 20 pessoas, incluindo fundadores da Coalizão, ex-cofacilitadores, membros dos grupos Estratégico e Executivo (GE e GX) e da Coordenação Executiva.
Esse momento de reflexão e refinamento estratégico foi motivado pelo cenário nacional e internacional atual e pelo próprio crescimento da rede, manifestado no número de membros – atualmente mais de 450 –, nas entregas das forças-tarefa e nas frentes de atuação.
“Queremos definir não só o foco, mas a forma de atuação que a Coalizão deve ter nos próximos dez anos”, afirma Fernando Sampaio, membro do Grupo Estratégico e líder do GT. “Temos, tanto no Brasil quanto globalmente, um contexto diferente do que era em 2015, quando a rede surgiu. É preciso repensar como a rede pode ter uma incidência mais efetiva para entregar resultados concretos na agenda de uso da terra e clima.”
Ao longo da década, a Coalizão passou de um fórum de diálogo para um espaço de elaboração de medidas concretas a agenda agroambiental, incidindo sobre projetos de lei e políticas públicas e promovendo a articulação de governos e parlamentares com a sociedade civil, o setor privado e a academia.
“A Coalizão é um espaço de convergência e promove advocacy, mas também passou a atuar com implementação de políticas e a ser demandada em diferentes frentes”, destaca Carolle Alarcon, gerente executiva da rede. “Precisamos refletir se estamos atuando da forma mais assertiva e estratégica.”
Leia mais o contexto da revisão de prioridades da rede aqui.
Governança também está em avaliação
O GT 10 Anos analisa, ainda, a arquitetura da governança da rede, como a interação entre instâncias decisórias e membros, sua sustentabilidade financeira e o papel do Instituto de Apoio à Coalizão, associação civil sem fins lucrativos que dá suporte institucional, jurídico, financeiro, administrativo e logístico ao movimento.
Para auxiliar esse processo, foi contratada uma consultoria especializada, a Aflorar, que analisou mais de 20 documentos produzidos pela Coalizão em uma década de história, entre publicações que descrevem os princípios da rede, normas internas, posicionamentos de advocacy, registros de reuniões e planejamentos.
O trabalho foi complementado com entrevistas a atores internos e externos considerados estratégicos para a rede e por benchmarking com outras redes multissetoriais. Estes insumos contribuirão para a elaboração de um documento com propostas de orientação para a Coalizão, identificando agendas em que sua incidência pode gerar maior impacto.
Enquanto o grupo de trabalho conduz suas discussões, as forças-tarefa seguem realizando entregas já pactuadas, como eventos e publicações. A abertura de novas frentes de ação ocorrerá após a conclusão das atividades do GT 10 Anos e já alinhadas às diretrizes que serão propostas pelo grupo.
Membros podem enviar recomendações e sugestões
Embora o GT tenha sido lançado em dezembro, a coleta de insumos para refletir sobre a atuação da Coalizão começou meses antes e incluiu momentos de escuta às organizações integrantes da rede, como a plenária especial Coalizão 10 Anos, realizada em julho, e o Encontro de Membros promovido online em agosto.
Os membros ainda podem contribuir para a construção da nova estratégia da rede. Isso pode ser feito através de um formulário, disponível aqui, no qual poderão responder perguntas sobre o propósito e as prioridades que devem ser assumidas pela Coalizão. O prazo para participação vai até sexta-feira, 13 de março.
As propostas para a nova estratégia da rede serão apresentadas a todos os membros na 1ª Plenária de 2026, que ocorrerá no dia 3 de julho, em São Paulo.