01/2025

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Nova publicação aborda territórios de referência para a sociobioeconomia na Amazônia

Documento elaborado por Coalizão e organizações parceiras defende a inclusão de povos tradicionais como pilares para o desenvolvimento sustentável

Grupo responsável pelo relatório espera que as escutas de iniciativas de sociobioeconomia contribuam para a construção de políticas públicas voltadas ao tema. Foto: Pixabay

O desenvolvimento de polos de excelência em sociobioeconomia precisa ser baseado em processos colaborativos e na escuta ativa dos atores envolvidos, com destaque para as populações que vivem nos territórios, como povos originários e comunidade tradicionais.

Essa é uma das principais conclusões do relatório “Territórios Sustentáveis de Inovação da Sociobioeconomia”, elaborado pela Força-Tarefa (FT) Bioeconomia da Coalizão Brasil e a iniciativa Uma Concertação pela Amazônia, com a parceria do Parceiros pela Amazônia (PPA).

A identificação de sinergias entre a Coalizão e a Concertação nesse tema impulsionou diálogos e ações conjuntas. O documento reúne os resultados de uma série de oficinas, cuja gravação está disponível aqui, que tiveram como objetivo identificar as metodologias necessárias para a criação de territórios inovadores em sociobioeconomia na região amazônica. Os encontros contaram com a participação de diversas organizações da sociedade civil, além de representantes do setor privado e financeiro.

“O relatório aponta como seria construir os polos de referência em sociobioeconomia, garantindo que essas inovações promovam a inclusão de comunidades tradicionais, como os quilombolas, e os povos indígenas”, explica a consultora Luciana Villa Nova, membro da FT da Coalizão, que liderou um subgrupo dedicado ao tema.

Espera-se, ainda, que as recomendações do documento contribuam com a melhoria da gestão territorial dos polos de inovação baseados na sociobioeconomia. “Esperamos que a sistematização de escutas e aprendizados das iniciativas ouvidas ajudem na construção de políticas públicas para o tema”, afirma Maiara Beckrich, coordenadora de Relações Institucionais da Coalizão.

Alternativas competitivas para conservar a floresta

Além de destacar a importância da colaboração e da escuta, o documento aponta, ainda, a necessidade de viabilizar novas matrizes de desenvolvimento, como mercados de carbono e atividades de restauração ecológica.

Também é importante fortalecer as organizações de base e as redes de inovação, e promover estratégias que tragam alternativas competitivas que conservem o bioma amazônico e promovam o bem-estar das populações locais, deixando de lado modelos de desenvolvimento predatórios.

O relatório recomenda que haja melhor conexão com políticas nacionais e estaduais de bioeconomia e destaca a necessidade de fortalecer mecanismos financeiros para incentivar o setor.

O desenvolvimento de polos de excelência em sociobioeconomia é uma das prioridades que haviam sido elencadas entre nove propostas da Coalizão, divulgadas em 2021, para alavancar a bioeconomia no país.

Acesse o novo relatório aqui.

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