Publicação traz recomendações para aprimorar a ferramenta do governo e identifica mais de 40 iniciativas que incentivam práticas sustentáveis na agropecuária

A Coalizão Brasil entregou, no último dia 11, o estudo “Mapeamento de Requisitos para a Plataforma AgroBrasil+Sustentável” a representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária. A publicação traz propostas para aprimorar essa nova ferramenta, lançada pelo governo federal em dezembro.
“As recomendações do estudo trazem pontos relevantes para o desenvolvimento e aprimoramento da plataforma e de políticas públicas, e também para dar transparência à sociedade sobre o processo. Tudo isso com o foco em atender às necessidades dos diferentes elos da cadeia produtiva”, explica Carolle Alarcon, gerente executiva da Coalizão, acrescentando que o documento identificou mais de 40 iniciativas que incentivam práticas sustentáveis.
A publicação foi entregue ao Mapa por Alarcon, pela consultora de Projetos Elisa Stefan e pelos colíderes da Força-Tarefa (FT) Rastreabilidade e Transparência da Coalizão, Isabella Freire e Fernando Sampaio – que também é cofacilitador da rede.
O Mapa, por sua vez, foi representado no encontro por Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do ministro, e por representantes da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Cooperativismo (SDI): Clecivaldo de Sousa Ribeiro, diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e de Indicações Geográficas; Bruno Leite, coordenador-geral de Produção Animal; e Lara Line Pereira de Souza, coordenadora-geral de Produção Vegetal.
“A plataforma é extremamente importante para bancos, entidades internacionais e outros atores, para tudo o que se fizer em relação à sustentabilidade no Brasil”, ressaltou Augustin. “Receber um estudo com tamanha sofisticação e detalhamento é muito importante para aprimorarmos a plataforma e atender a todas as pessoas que a usarem.”
“O nível de representatividade em número e setores que há na Coalizão nos dá uma visão que não conseguiríamos ter”, reforçou Ribeiro. “E essa visão é fundamental para entendermos as demandas e se estamos no caminho certo com a plataforma.”
Engajamento de seis forças-tarefa
A construção do estudo envolveu seis grupos de trabalho da Coalizão. A FT Rastreabilidade e Transparência, que coordenou os trabalhos, contou com contribuições enviadas por representantes das forças-tarefa de Combate ao Desmatamento, Finanças Verdes, Fundiária, Restauração e Silvicultura de Nativas.
O estudo teve apoio do Bezos Earth Fund (BEF), Imaflora e Al Invest, e apoio técnico da Proforest. A oficina também contou com apoio da GIZ (agência alemã para cooperação internacional).
“Nosso principal desafio foi garantir uma estrutura de documento clara aos membros para que seja realmente representativo para a Coalizão, já que o grande potencial da plataforma é apoiar o produtor a acessar os diferentes mercados e incentivos financeiros disponíveis”, afirma Cecília Korber Gonçalves, diretora adjunta de Projetos e Programas da Proforest, e coautora do estudo.
O próximo passo será o acompanhamento contínuo, por parte da Coalizão, dos módulos que serão lançados pela plataforma.