06/2025

Tempo de leitura: 4 minutos

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Veja cinco avanços da agropecuária sustentável na última década

Em sua trajetória, Coalizão defendeu pautas como incentivo à produção de baixa emissão e inclusão da agricultura familiar nas políticas climáticas

Coalizão contribuiu para transformações no setor agropecuário em áreas como fortalecimento da rastreabilidade nas cadeias produtivas e aprimoramento do Plano Safra. Foto: JR Slompo/iStock

Em 10 anos, a agropecuária brasileira avançou no caminho da sustentabilidade, com mais incentivos à produção de baixa emissão, maior inclusão da agricultura familiar nas políticas climáticas e fortalecimento da assistência técnica no campo. Parte fundamental desse processo foi a atuação da Coalizão Brasil, que neste mês completa uma década de contribuição estratégica para o desenvolvimento de políticas públicas integradas.

Com seu caráter multissetorial – reunindo mais de 400 empresas, associações do agronegócio, organizações da sociedade civil e do setor financeiro -, a Coalizão articula consensos e propõe soluções para aliar competitividade e preservação ambiental no campo.

Ao longo dessa trajetória, o movimento teve papel decisivo em marcos que refletem a transformação do setor agropecuário rumo a um modelo mais sustentável. Veja cinco indicadores dessa evolução:

1. Fortalecimento da rastreabilidade das cadeias produtivas

Em dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou a plataforma AgroBrasil+Sustentável, que reunirá dados relevantes sobre produção rural do país, atendendo às demandas nacionais e internacionais por uma produção competitiva e sustentável de alimentos, em harmonia com a proteção dos ecossistemas. A Coalizão anunciou apoio público à plataforma ainda em fevereiro do ano passado, e entregou ao governo dois documentos defendendo a rastreabilidade individual do rebanho bovino, apontando meios legais para sua implementação.

2. Reestruturação do modelo de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER)

A ATER já beneficia milhares de famílias de agricultores familiares em todo o país. De acordo com a Coalizão, a política pública deve priorizar as regiões Norte e Nordeste, atualmente as menos contempladas, e oferecer suporte técnico para a adoção de boas práticas de uso do solo e restauração florestal. Além disso, é fundamental formar lideranças locais e regionais, fortalecendo a diversidade produtiva.

3. Aprimoramento do Plano Safra

Em suas últimas edições, o Plano Safra, principal instrumento de orientação da política agrícola do país, passou a enfatizar investimentos na agricultura de baixo carbono e a propor medidas para integrar sustentabilidade e combate ao desmatamento ao crédito rural. Em documento enviado ao Mapa em março, a Coalizão indicou mecanismos financeiros para a implementação do Código Florestal e do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), com foco na promoção da recuperação de pastagens degradadas e na valorização de ativos ambientais.

4. Gestão de riscos climáticos para a segurança alimentar

A Lei Orçamentária de 2025 prevê investimentos de R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O fomento à iniciativa é defendido em publicações da Coalizão, que ressaltam a importância do seguro rural para garantir a cobertura do produtor a eventos climáticos extremos, como estiagens, inundações e geadas, que podem provocar perdas significativas na safra.

5. Incentivo à silvicultura de espécies nativas

Com alto potencial nos mercados interno e externo, as espécies nativas cumprem funções ecológicas importantes e são capazes de gerar milhões de empregos diretos e indiretos e retornos econômicos consideráveis, além do seu impacto positivo na mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A Coalizão defende marcos regulatórios que removam barreiras ao plantio dessas espécies. Em 2023, o governo do Espírito Santo iniciou a desburocratização deste processo, ao facilitar o cadastro de nativas, em uma iniciativa que pode inspirar outros estados e o próprio governo federal.

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